Stranger Things | Nova série da Netflix é uma agradável (e tensa) surpresa

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O céu ainda estava escurecendo quando comecei a assistir Stranger Things no domingo. Episódio após episódio, a série foi me cativando de uma maneira que só desliguei a TV ao fim da temporada. A noite de domingo havia se tornado a madrugada da segunda-feira e eu mal havia percebido o tempo passar.

Stranger Things é uma série de mistério, portanto pouco é possível falar sobre seu enredo sem estragar as surpresas para quem ainda não viu (o que não farei aqui). A série se passa durante os anos 1980 em Indiana, nos EUA, numa pequena e tranquila cidade que de repente vira palco de estranhos acontecimentos – a começar pelo garoto Will Byers, que desaparece sem deixar rastros. O elaborado clima de mistério e o roteiro bem amarrado fazem com que o seriado capte rapidamente a atenção do espectador.

Stranger Things

A escolha do período oitentista não é mera coincidência, já que a série traz consigo muitas influências dos filmes produzidos na época. Começando pelo grupo de garotos do subúrbio que se envolvem numa aventura incrível (tal como E.T. – O Extraterrestre e Os Goonies), e passando pela trilha sonora cheia de sintetizadores como nos clássicos de John Carpenter, Stranger Things é o resultado de uma variedade de boas inspirações. Ponto para a Netflix, que vai conseguir agradar tanto quem já gosta desse tipo de material quanto aqueles que por ventura ainda não tiveram esse prazer.

Outro triunfo da série criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer está na escolha do elenco. Winona Ryder está perfeita como Joyce Byers, a mãe de Will. O desespero da personagem é tão palpável pela interpretação da atriz que ela, sozinha, é responsável por alguns dos momentos mais emocionantes desta primeira temporada. A jovem Millie Bobby Brown também merece destaque como Eleven, principalmente por conseguir expressar tanto com tão poucas palavras. O grupo de garotos, encabeçado pelo ator Finn Wolfhand, impressiona pela naturalidade das suas interações, das mais singelas às mais extremas.

Stranger Things

O que me incomodou mesmo ao assistir a série foi o uso de filmagem digital em vez de película, uma escolha que muitas vezes quebra a atmosfera oitentista constantemente sugerida. Além disso, há um elemento de roteiro que se destaca negativamente dos demais por não se segurar tão bem quanto o restante da trama. Mas ainda assim o seriado se mantém sólido e com uma qualidade acima de muitas outras produções televisivas.

Stranger Things está disponível desde a última sexta-feira na Netflix e recomendo fortemente. A série equilibra drama e mistério, realismo e fantasia sem jamais esquecer do mais importante: personagens bem desenvolvidos com os quais o espectador se importa. Agora o suspense maior será esperar até a segunda temporada, que só deve sair ano que vem.

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