Capitão América: Guerra Civil | Azul, vermelho e muito cinza

capitão américa guerra civil poster

A Marvel deu o pontapé inicial da produção de filmes próprios em 2008, com o lançamento do primeiro Homem de Ferro. Se, naquela época, alguém contasse que o Capitão América seria responsável por alguns dos melhores filmes do estúdio, eu não acreditaria. E cá estamos, em pleno 2016, com mais um bom filme do personagem depois do competente Soldado Invernal.

Capitão América: Guerra Civil continua a história após os eventos de Vingadores: Era de Ultron. O filme começa com o personagem-titulo, interpretado por Chris Evans, liderando seu grupo de aliados numa caçada contra o terrorista Brock Rumlow (Frank Grillo) na África. O alto número de mortos e feridos na missão é a gota d’água para que governos do mundo inteiro se unam para impor limites aos Vingadores. Tony Stark (Robert Downey Jr.) é favorável à medida, mas o Capitão é contra, gerando tensão entre os membros da equipe. Para piorar, Bucky Barnes (Sebastian Stan) reaparece e é acusado de detonar uma bomba num encontro da Organização das Nações Unidas.

A continuação é recheada de velhos conhecidos dos filmes da Marvel – e alguns novatos também. Não há nada de estruturalmente novo no roteiro da dupla Christopher Markus e Stephen McFeely, o que, neste caso, não chega a ser um demérito. A história contada acerta ao manter o foco emocional no personagem do Capitão – afinal, este ainda é o filme dele – enquanto Stark lida mais com as consequências políticas das suas ações numa busca cada vez mais desesperada por redenção. Apesar de não ser o vilão, ele com certeza é o antagonista com mais força dentro do filme.

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A folgada duração de 2h30 permite que até mesmo personagens secundários passem por algum desenvolvimento. Nesse sentido, o destaque com certeza fica com Natasha Romanoff (Scarlett Johansson) e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen). Assim como acontece em Homem de Ferro 2, o combate corpo a corpo de Natasha é um alívio em meio ao grande volume de CGI que a produção traz. Por outro lado, só tendo um coração muito gelado para não se compadecer com a situação de isolamento que Wanda passa durante a maior parte do filme.

Mas é claro que, com tantos personagens, seria impossível dar conta de todos de maneira eficiente. E os heróis que sofrem mais com a superpopulação de Guerra Civil são Pantera Negra (Chadwick Boseman) e Homem-Aranha (Tom Holland), inseridos aqui apenas como forma de divulgação para os seus (já confirmados) filmes solo. A presença do Aranha é ainda mais problemática, pois, além de atrapalhar o ritmo do filme, ainda tira a imersão do espectador com algumas de suas falas. Fica clara a forçada tentativa da Marvel transformar o personagem num Deadpool “para todas as idades”.

guerra civil

Amarrando tudo isso de forma eficiente, os diretores Anthony e Joe Russo entregam um filme ágil, que consegue se manter interessante do início ao fim. As cenas de ação, em sua maioria gravadas com shaky cam, nunca confundem o espectador e ainda cumprem bem a função de transmitir impacto para a plateia – algo importante, ainda mais quando se trata de uma produção na qual os atores estão contratualmente confirmados a aparecer em múltiplos filmes.

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