Ash vs Evil Dead é uma série que merece atenção

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Uma espingarda apelidada de boomstick. Uma motosserra no lugar da mão. Muito sangue derramado. Dentes afiados. Uma cabana amaldiçoada. Uma floresta sombria. Rituais obscuros. Mortos. Vivos. Drogas alucinógenas. Escrituras antigas. Cabeças rolando. Tripas voando. Muitos gritos. Um porão suspeito.

Isso é Ash vs Evil Dead.

ashvsevildead2Sabe, eu não costumo acompanhar séries no tradicional esquema de um episódio por semana. Gosto mesmo é de assistir uma temporada toda por vez, ou até a série inteira se for o caso. Mas tive que abrir uma exceção dessa vez.

Ash vs Evil Dead, série que encerrou sua primeira temporada no último sábado, consegue se diferenciar de muitos seriados atuais graças ao seu clima old school, violência gráfica e humor escrachado. Em vez de tentar se adaptar ao cenário atual de séries moderninhas, a produção dá seu melhor para atrair novos espectadores para a grande legião de fãs que a franquia já tem.

Para quem não conhece, Evil Dead é uma franquia composta de três filmes, lançados em 1981, 1987 e 1992. Dirigida por Sam Raimi e estrelada por Bruce Campbell, a trilogia é uma mistura louca de humor e terror sobrenatural. Há também um remake do primeiro filme, lançado em 2013 (no qual Raimi e Campbell participaram como produtores).

A série é uma continuação desse universo, e essa primeira temporada funciona como um Evil Dead 4. Mas mesmo quem nunca assistiu nada relacionado à franquia pode se divertir com Ash vs Evil Dead. Os produtores, enxergando o potencial de novos espectadores, tomam o cuidado necessário para situar os novatos nesse universo iniciado há 35 anos. Assim, a experiência se torna agradável para todos.

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Bruce Campbell retorna no icônico papel de Ash, o valente e atrapalhado herói. Há também um grupo de coadjuvantes que dão sangue novo à história. Os episódios são divididos em duas narrativas que conseguem manter o interesse: na principal, acompanhamos Ash e seus colegas Pablo (Ray Santiago) e Kelly (Dana Delorenzo) na luta sangrenta contra o mal. A outra narrativa segue Ruby (Lucy Lawless) e Amanda (Jill Marie Jones). Inicialmente separadas, as histórias vão se cruzando no decorrer da temporada.

Outro trunfo da série está em seu desenrolar rápido. O formato de dez episódios compactos permite que um ritmo muito bom seja aplicado, sem cenas arrastadas ou diálogos longos demais. É como se realmente fosse um filme dividido em dez partes.

Enfim, Ash vs Evil Dead é uma série boa demais para a pouca atenção que está recebendo – e olha que a segunda temporada já foi confirmada. Se esse texto convencer pelo menos uma pessoa a dar uma chance ao seriado, já me darei por satisfeito. Hail to the king, baby!

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