Copa do Mundo 2014 – A expêriencia na Arena Pernambuco

arenapernambuco

Pelo tanto de expectativa negativa que cercava a Copa do Mundo, eu não estava muito certo do que esperar do evento. Na internet, então, acontece uma verdadeira guerra de pessoas defendendo com unhas e dentes o Mundial contra outro grupo que só faz criticar. Até que, no último sábado, fui na Arena Pernambuco conferir a partida entre Japão e Costa do Marfim, o primeiro jogo desta Copa do Mundo em Pernambuco. Meu relato segue abaixo!

O caminho de ida

metro recife

Favor fingir que é noite

Pude sentir um gostinho da Copa do Mundo no ano passado quando fui ver um jogo do Taiti pela Copa das Confederações. Optei por ir mais uma vez de metrô, já que era o caminho mais conhecido, e não tive problemas: consegui ir sentado durante toda a ida. Só estranhei que dessa vez precisei comprar a passagem. Se nas Confederações ela já estava incluída no ingresso, porque não fizeram o mesmo agora? Não saquei.

Ao meu redor, os brasileiros dividiam espaço com japoneses e até um ou outro europeu. O maior destaque do caminho com certeza foi o sujeito que passou vendendo chocolate Batom por módicos R$ 0,50 a unidade. CINQUENTA CENTAVOS. Tenho a impressão de que nunca mais verei tal cena na vida.

O eterno ponto negativo do acesso à Arena são os 600 metros que os torcedores precisam andar para chegar até ela quando descem do ônibus (que sai da estação de metrô). Peguei uma chuvinha de leve, mas deu pra aguentar até entrar no estádio.

Eu tentando forçar um sorriso e namorada feliz da vida

Eu tentando forçar um sorriso e namorada feliz da vida

A Arena

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Foi bem confuso descobrir qual era o meu portão de entrada. Estava de noite, e não percebi indicações de letras e nenhuma das entradas que passei. A solução foi perguntar a um dos voluntários. Caminho encontrado, restava correr para chegar até nossos lugares a tempo. Fácil para minha namorada, a atleta, que não se cansou mesmo depois de tantas rampas que precisamos subir. O mesmo não posso falar de mim, pobre sedentário, que amaldiçoava cada lance de rampa que precisava subir. Mas isso não é um problema da Arena, que fique claro – é mais um registro da minha vida regrada ao sedentarismo.

Eu e a namorada chegamos ao nossos lugares ao final dos hinos. Quer dizer, chegamos a dois lugares vazios – não quisemos subir mais até chegamos aos nossos assentos de fato. O que foi até bom, pois pegamos lugares bons e com ampla visão do campo. O ponto negativo foi um maldito japonês que teimava em ficar em pé o tempo todo. Olha ele aí.

Nessa hora ele já tinha até se afastado um pouquinho

Nessa hora ele já tinha até se afastado um pouquinho

E já que eu estava na Arena Pernambuco, pensei comigo mesmo: “que tal provar a comida que estão servindo aqui?”. Com esse pensamento na mente, diametralmente oposto aos desejos da namorada que insiste que eu emagreça, fui até a lanchonete da Arena atrás de quitutes. Escolhi o famoso bolo de rolo (ou guava cake, na tradução em inglês), comida típica considerada patrimônio imaterial de Pernambuco. O preço? Cinco reais. O tamanho?

Era pra custar R$ 3 isso daí

Era pra custar R$ 3 isso daí

Admito que por cinco reais eu esperava receber uma senhora fatia de bolo, em vez desse bolinho aí. Pelo menos o gosto era bom.

O caminho de volta

Tipo isso, mas com um monte de brasileiros e japas no lugar de islâmicos

Tipo isso, mas com um monte de brasileiros e japas no lugar de islâmicos

O jogo acabou sob chuva. Isso significa que eu precisaria voltar os mesmos 600 metros da ida, mas agora com o agravante da água forte, sem trégua. Sabe aquele sorriso que estampava meu rosto duranta a ida, lá em cima? Pois ele foi trocado pela mais pura cara de ódio na volta. Penso que muitos torcedores já devem ter passado por situações parecidas desde que a arena foi inaugurada. Curiosamente, ninguém moveu um dedo pra resolver o problema.

Já no ônibus que nos levaria ao metrô, o empecilho maior foi um brasileiro bêbado que insistia em falar coisas engraçadas – mas só pra ele mesmo. Ou então, falar inglês e espanhol completamente errado e fazer trocadilhos com a palavra “México” são formas de humor finas que eu ainda desconheço.

O metrô estava abarrotado, mas isso já era esperado. É o que acontece quando tem 40 mil pessoas tentando ir de um lugar pra outro de uma só vez. Fui em pé durante todo o percurso que pareceu levar horas. Se não fosse a mulher dizendo as estações, eu começaria a achar que tinha entrado num loop infinito. Mas deu tudo certo e descemos na estação Aeroporto. 🙂

E para encerrar, essa imagem de nós dois no intervalo do jogo. Obrigado à gentil japonesa por se oferecer a fazer o registro!

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