Algo sobre o Ano Novo que você (talvez) não saiba

fogos

2014 chegou. As chances de você ter passado a manhã do dia 1º se recuperando das festas de Reveillon são altas, certo? Teve gente que passou na praia, vendo os fogos; teve gente que virou o ano na casa de algum parente, junto da família; teve gente que virou o ano aproveitando os shows grátis de bandas de qualidade duvidosa pagos pelo governo; teve gente que aproveitou a riqueza e virou o ano mais de uma vez, usando o jatinho particular para ir contra a a rotação da Terra no melhor estilo Superman II.

Em meio a tanta festa, quase ninguém se pergunta a razão de comemorarmos a chegada de um novo ano exatamente nessa data. Até porque, analisando friamente, não faz muito sentido. Não tem nada de importante acontecendo entre os dias 31 de dezembro e 1 de janeiro. A estação continua a mesma! Nessa questão, os nosso ancestrais eram bem mais espertos que nós.

Pense comigo: qual é a estação que vem carregada de beleza, que traz consigo um clima de renovação, de novo começo? A primavera! Era no início dessa estação que muitos povos da Antiguidade celebravam a chegada do Ano Novo. Muitos povos da Mesopotâmia faziam isso – sendo que um deles, o povo persa, conseguiu enraizar essa cultura de tal forma que mesmo hoje muitos países só celebram o Ano Novo em março, com a chegada da estação. O calendário deles é parecido com o nosso, 12 meses com 30 ou 31 dias cada. Para quem tiver curiosidade, o nome dessa celebração é Noruz.

Ainda sobre calendários, o sistema de datas que usamos hoje (o gregoriano) tem suas origens na fundação de Roma. Quando fundou a cidade, o rei Rômulo criou um calendário de dez meses que, reforma após reforma, durou mais de sete séculos. A mudança radical aconteceu com Júlio César, esse sujeito aí embaixo.

julio cesar

Júlio César foi um homem de muitos feitos. Conquistou a Gália (bem, quase toda), estendeu o Império Romano até o oceano Atlântico, e teve um relacionamento com Cleópatra. Certo dia, ele acordou com um pensamento ruim na cabeça: o Ano Novo romano, que deveria acontecer na época mais florida do ano, só acontecia no inverno! #Chatiado e com um império inteiro a seus pés, ele resolveu dar um jeito nisso e tacou mais dois meses no calendário romano, que assim ficou com 12 meses e se tornou o calendário juliano. É isso mesmo: você só comemorou a virada do ano essa semana porque um ditador romano que viveu há mais de dois mil anos decidiu que o inverno não era a estação adequada para tal.

jano

E sabe o que é ainda mais curioso? O mês de janeiro tem esse nome em homenagem ao deus romano Jano, o deus das transações. Ele é normalmente representado com dois rostos, um mais jovem e um mais velho – perfeito para o Ano Novo, quando refletimos sobre o ano que passou e pensamos sobre o ano que virá. Mesmo abandonado e não sendo mais reverenciado por ninguém, o nome dele continua associado ao primeiro mês do ano na maior parte do mundo.

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